Índice geral >> Farmácia antroposófica >> Artigo sobre matérias primas

A importância das matérias primas e sua qualidade
para a fabricação de medicamentos antroposóficos (*)

Rodolfo Schleier (**)
rodolfo.schleier@weleda.com.br

1. Fabricação de medicamentos

Os medicamentos antroposóficos são de origem natural, ou seja, suas matérias primas e materiais de partida são obtidos na natureza em primeiro lugar. São utilizados minerais, cristais, metais, ou plantas, incluindo suas partes, e órgãos animais ou seus produtos.

Essa escolha parte do princípio de que a evolução humana apresenta uma estreita relação com o desenvolvimento dos reinos da natureza. O que a natureza produziu (e ainda hoje produz) em matéria de formas e substâncias, tudo o que existe no âmbito de fora da organização humana, era ligado a esta em tempos passados.

Durante o seu desenvolvimento, a espécie humana adquiriu um maior grau de independência em relação à natureza. Tornou-se repleta de possibilidades, sem se especializar em uma só função, como ocorre com os animais. Aprendeu a dominar os processos naturais e a usá-los em seu favor. Ao longo do tempo, adquiriu liberdade individual e flexibilidade. Mas por outro lado, essa independência também trouxe a possibilidade de errar e de adoecer.

No organismo humano saudável coexistem aspectos minerais, vegetais e animais, que a sua organização do Eu (sobre esse conceito, veja o artigo "Medicina antroposófica e seus medicamentos") consegue harmonizar. Quando o ser humano adoece, ele se iguala de certa forma aos fenômenos unilaterais observados na natureza. A possibilidade de cura é obtida pelo emprego de substâncias naturais, análogas aos processos doentios instalados no paciente. Tais substâncias estimulam e auxiliam o organismo a compensá-los, restabelecendo o equilíbrio.

A noção de que o ser humano reflete em si a evolução dos reinos naturais é bastante antiga. Por exemplo, a narrativa bíblica da criação conta que o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus, a partir da terra (Gênesis 1:26 - 27). Este conceito é retratado de forma impressionante em diversas obras de arte sacra, em geral devido a uma intuição do artista.

Rudolf Steiner renovou essas ideias antiqüíssimas e repletas de sabedoria, e as trouxe à luz do conhecimento atual nas áreas da medicina e farmácia, de forma concreta e palpável. Aquilo que se encontra separado nos reinos da natureza como mineral, vegetal e animal, o ser humano traz em si, na forma das organizações física, vital e anímica. Ou, em outras palavras, usando a nomenclatura empregada por Steiner, corpo físico, etérico e astral. O ser humano apropria-se da natureza, e a “humaniza” no decorrer de sua vida. Apenas o que é humanizado individualmente é absorvido e passa a fazer parte do corpo físico.

Substâncias e processos idênticos aos observados nos reinos mineral, vegetal e animal constituem o ser humano, possibilitando a este a vida. O organismo humano digere as substâncias provenientes desses reinos, que servem de alimento, transformando-as em substância humana. O mesmo acontece em um nível mais elevado onde, a partir de sua organização do Eu, o homem transforma, purifica e desenvolve suas qualidades anímicas não físicas.

A fabricação de medicamentos para atender à terapia antroposófica leva em conta essa visão do ser humano, ou seja, ela prepara a substância para ser assimilada por ele, por meio de processos farmacêuticos especiais.

2. Matérias primas de origem vegetal 

Nos dias de hoje, a natureza sofre diversas conseqüências da ação do ser humano ao longo dos séculos. Em nenhum lugar do mundo atual a natureza tem a oportunidade de se desenvolver exclusivamente de acordo com as leis da Terra e do cosmo.

É de senso comum que as plantas medicinais devem ser coletadas de preferência no local onde elas ocorrem espontaneamente, pois ali elas expressam ao máximo as suas propriedades curativas. Porém, a coleta de plantas em estado selvagem tem crescido intensamente, devido ao grande interesse pelos produtos naturais nas últimas décadas. Esse fato, aliado à destruição da natureza e à poluição ambiental, tem contribuído para reduzir drasticamente as áreas de vegetação nativa ao redor do mundo.

Atentos para esse fato, os fabricantes de medicamentos antroposóficos se preocuparam desde o início em proteger ecossistemas selvagens, regenerar locais degradados ou, na inexistência destes, cultivar tais plantas em local protegido. O cultivo de plantas medicinais é um dos trabalhos mais importantes dentre as várias etapas de fabricação de medicamentos naturais. Pelos motivos já citados, esse trabalho ganha destaque, pois além de possibilitar aumento da oferta de matéria prima, contribui ao mesmo tempo para conservar e promover a biodiversidade.

Os laboratórios de orientação antroposófica mantêm e/ou apoiam projetos de pesquisa e desenvolvimento de cultivo de plantas, em diversos países, que buscam reproduzir da maneira mais fiel possível as condições em que a planta se desenvolve na natureza.

É o caso, por exemplo, do Weleda Garten, projeto da Weleda A.G. na Suíça que se dedica ao cultivo das plantas para próprio consumo. Além dos cultivos próprios, a matéria prima também é adquirida de empresas que seguem a mesma filosofia (ex.: Salamita, na Itália). A Weleda e a Wala também mantêm parcerias com cooperativas de agricultores e empresas nos países em desenvolvimento: Turquia (Óleo Essencial de Rosa Damascena), Peru (Ratânia e menta), Romênia (Arnica), Argentina (Jojoba), Chile (Óleo de Rosa Mosqueta), Brasil (Aloe vera). Veja mais detalhes sobre esses projetos no site da Weleda Naturals.

A Weleda do Brasil possui um sítio em São Roque, interior de São Paulo, onde é cultivada boa parte dos insumos vegetais. Ela também tem parcerias com produtores certificados, para plantas que demandam área de cultivo maior.

3. Agricultura biológico-dinâmica

Um método de cultivo da terra especialmente indicado para o cultivo de plantas que servirão de base para a produção de medicamentos antroposóficos é o método conhecido como agricultura biológico-dinâmica (veja seção sobre este tema, neste mesmo site). Ela garante um solo saudável, vivo, que dispensa o uso de adubos e/ou defensivos químicos. No lugar destes, são utilizados compostos naturais de ação regeneradora e fortificante, sempre de origem natural.

Desta maneira os canteiros de plantas medicinais apresentam uma ampla gama de espécies vegetais, bem como de pequenos animais, especialmente insetos e pássaros. Isto contribui para a biodiversidade do ecossistema local e confere à planta medicinal uma qualidade superior sob todos os aspectos.

A agricultura biológico-dinâmica promove a simbiose entre diferentes espécies, ao contrário da agricultura convencional que se baseia na monocultura e lança mão de herbicidas e venenos para afastar os “invasores”. Os insetos e pássaros são importantes para a polinização, por exemplo.

As espécies vegetais se desenvolvem de maneira mais saudável (num significado mais amplo), quando são respeitadas as condições de crescimento. Isso contribui consideravelmente para a qualidade do produto final.

Figura 1: Relação entre massa seca (MS) de raízes de cenoura e época de plantio conforme fase da lua.
Fonte: Jovchelevich, P. Rendimento, qualidade e conservação pós-colheita de cenoura sob cultivo biodinâmico, em função dos ritmos lunares.
Botucatu: Dissertação de Mestrado da UNESP, 2007

As empresas e cooperativas que utilizam esse método, incluindo seus agricultores e colaboradores, baseiam-se no princípio de “organismo vivo”. Ou seja, sua meta é o desenvolvimento auto-sustentável, sob todos os aspectos (econômico, profissional, pessoal). Os ritmos dos processos vitais da natureza são bem conhecidos e respeitados, para que a planta possa se desenvolver de acordo com eles.

Várias pesquisas científicas evidenciam um aumento significativo da fertilidade do solo, quando se emprega o método biológico-dinâmico. O cultivo em concordância com os ritmos vitais naturais faz com que a planta atinja o máximo de sua força vital, originando alimentos e medicamentos de qualidade superior.

O desenvolvimento regional é fortemente incentivado, por meio da constituição de cooperativas e/ou formas mais justas de distribuição da renda. As experiências com agricultura biológico-dinâmica em vários países mostram que ela contribui para a fixação do homem na terra, de modo sustentável. Ela propicia relações de trabalho mais dignas no campo, e evita problemas sociais causados pela migração em massa para as grandes cidades.

4. Colheita e processamento

Um passo importante para a qualidade do medicamento antroposófico é a definição do ponto de colheita, em relação à maturação da planta, bem como da seleção de partes específicas do vegetal. A escolha é feita de acordo com a visão antroposófica da natureza e do ser humano, com a finalidade de influenciar determinado processo orgânico e/ou doença. Por analogia, descobre-se a relação entre processos doentios no ser humano e os processos vitais que se desenvolvem na planta.

Um critério para a escolha correta do ponto de colheita pode ser o teor de substâncias com propriedades medicinais conhecidas. Por exemplo: a ipecacuanha (Cephaelis ipecacuanha) leva no mínimo quatro anos para atingir o ponto máximo de desenvolvimento de suas raízes, quando apresenta um pico no teor do alcaloide emetina. Esse alcaloide não é o único componente, mas é o principal responsável pela atividade terapêutica dessa planta. Se colhida antes desse tempo, ela não se enquadra nos padrões de qualidade.

Outro critério importante pode ser a estação do ano. (Veja um interessante trabalho sobre a variação de composição química em árvores de araçazeiro conforme a luminosidade.) É o caso do hipérico (Hypericum perforatum), que é colhido no verão, quando a planta recebe o máximo de irradiação solar (constituindo as forças cósmicas). Nessa época o hipérico começa a florir, e esta é justamente a melhor época para a sua colheita, quando ele atinge o máximo de seu desenvolvimento ao longo do ano. Uma curiosidade: essa data coincide com o Dia de São João (24 de Junho), solstício de verão no hemisfério norte. Essa planta era usada na Idade Média para adornar os altares, e dessa prática surgiu o seu nome (do grego hyper = sobre; eykon = ícone, imagem).

Outro exemplo é o do Viscum album (Erva de Passarinho, mistletoe), que é colhido em duas épocas distintas do ano. Ao contrário da maioria das plantas, no verão o visco forma sua folhagem esférica, e no inverno é que surgem brotos e flores. Os dois pontos de colheita são direcionados pelos processos especiais que ocorrem no visco. Depois os dois extratos são misturados, para elaboração do medicamento Iscador (veja artigos na seção Medicina e terapias antroposóficas deste site) .

Após a colheita se faz necessário o processamento urgente da planta fresca, de preferência no mesmo dia. Em muitos casos, quando a coleta é feita em local distante da fábrica, o transporte é realizado de modo a preservar as características da planta. Assim pode-se conservar a planta usando os processos de congelamento, com nitrogênio líquido (gás inerte predominante na atmosfera), ou de secagem desta.

Por meio de aparelhos próprios ou com as mãos, a planta é dividida em partes menores. É preciso protegê-la da exposição ao oxigênio, bem como de calor e luz fortes. Num próximo passo, a planta finamente dividida é imersa num líquido extrator, e submetida ao processo farmacêutico adequado. Para a elaboração de tinturas-mãe, seguem-se preferencialmente os métodos descritos na Farmacopéia Homeopática Alemã (HAB), específicos para cada planta, utilizando misturas de álcool e água em proporções variáveis.

5. Matérias primas de origem mineral

A medicina antroposófica lança mão de uma série de minerais ou metais dinamizados (alta diluição, feita de maneira rítmica especial). Como matérias primas são empregadas minérios, em seu estado natural. Não se permite o uso de substâncias produzidas por síntese química. É importante prestar atenção à pureza, solidez, coloração e forma dos cristais ou minerais. Aqui também vale o princípio de que quanto mais pura e mais próxima da sua forma natural, mais adequada a substância será para a fabricação do medicamento.

O mundo mineral atual é resultado de um intenso processo de condensação, endurecimento e morte, pelo qual passaram substâncias pertencentes à esfera vital, num passado remoto. Na fase final desse processo a substância chegou a um estado de repouso, contendo os diferentes minerais atuais com suas várias formas, cores e densidades. Por meio da dinamização o farmacêutico traz de novo a substância morta ao âmbito da vida, despertando suas propriedades latentes para que elas possam atuar no ser humano.

Um exemplo prático: o Kalium aceticum (acetato de potássio) Weleda é obtido por meio da reação entre ácido acético natural (vinagre) e um minério de potássio. Não é permitido o uso de Acetato de potássio do mercado, de origem sintética.

No processamento químico dos metais evita-se, sempre que possível, o uso de substâncias de origem desconhecida. A origem da matéria prima deve estar documentada. O caminho que a substância percorre até se tornar um medicamento deve transcorrer sem a interferência de resíduos estranhos ou desconhecidos. Também o uso de máquinas é desestimulado. Esta alta exigência de qualidade faz com que a maioria dos processos de fabricação nos laboratórios antroposóficos seja feitos totalmente à mão. Procedimentos usuais no tratamento dos metais são: pulverização em almofariz, tamisação, filtração, dissolução, cristalização, fusão e destilação (entre outros).

Um processo específico da farmácia antroposófica é o chamado “espelho metálico”. Um mineral natural é aquecido e submetido à redução com carvão. Depois ele é fundido em uma retorta de quartzo sobre um queimador de sopro. O vapor produzido é recolhido na forma de precipitado finíssimo sobre uma superfície fria. Assim se obtêm miligramas de metal sob forma pura, com propriedades físico-químicas diferentes do material de partida, que então é dinamizado em lactose. Estes medicamentos são os chamados metallicum praeparatum ou met. praep.

6. Matérias primas derivadas do reino animal

Matérias primas de origem animal constam de várias farmacopéias da União Européia, bem como de monografias de laboratórios. Deve-se estar atento para a ausência de vírus e outras partículas patogênicas, tais como príons causadores da encefalopatia espongiforme bovina (**), de acordo com as regras do setor. Também nesse caso, todo o caminho percorrido da matéria prima animal da origem ao laboratório deve estar totalmente documentado, sem lacunas, de modo a assegurar a sua origem.

O animal do qual se pretende retirar um ou mais órgãos para fabricação de medicamento deve pertencer a um rebanho homogêneo, certificado, de manejo biológico-dinâmico. Somente estes apresentam um organismo harmonioso, capaz de ativar a vida no solo (através das fezes) e assim contribuir para o desenvolvimento vegetal.

Também é fundamental que a criação de animais seja uma atividade essencial da propriedade rural, interligada com as demais. O cuidado de um rebanho dentro dos princípios biológico-dinâmicos caracteriza-se pela atenção aos processos vitais, num cuidado contínuo e amoroso.

Os princípios do manejo biológico-dinâmico de animais estão regulamentados por normas rigorosas do Parlamento Europeu e outras entidades não governamentais. O cumprimento destas regras garante a qualidade e homogeneidade da matéria prima. Para gado bovino, por exemplo, exige-se que o animal tenha pastado ao ar livre. Não se permite o uso de animal confinado. O alimento para o gado deve ter sido gerado na própria fazenda. O gado não pode ter recebido nenhum alimento de origem animal, exceto leite. A saúde dos animais e consequentemente das matérias primas depende do cuidado e alimentação adequados, bem como da escolha de raças mais apropriadas.

Animais não domésticos, como por exemplo, formigas, devem proceder de coleta silvestre, absolutamente certificada pelas autoridades ambientais. Vale aqui o princípio de preservação ambiental, de que a natureza não será lesada pela coleta. A observação às normas internacionais de proteção ao meio ambiente é fundamental.

7. A integração entre manejo ecológico e economia sustentável

Desde o início na década de 1920 os ideais de manejo ecológico e economia sustentável já fazem parte da missão e filosofia das empresas farmacêuticas de orientação antroposófica. Busca-se não somente a saúde do ser humano, mas também a saúde de todo o organismo Terra. Este princípio permeia todas as atividades dessas empresas.

Diversas empresas de medicamentos antroposóficos na Alemanha já receberam várias certificações ambientais e prêmios de organismos internacionais. Por exemplo, a redução da emissão de CO2 tem sido uma meta continuamente perseguida, por meio da utilização crescente de fontes de energia renováveis nas instalações industriais. Veja uma notícia sobre as embalagens dos cosméticos Weleda.

Sempre são empregadas técnicas de agricultura biológico-dinâmica e/ou orgânica no cultivo das plantas medicinais (vide tópico correspondente). No caso de plantas silvestres, estas são coletadas em áreas próprias, onde existe o compromisso de reposição de modo a preservar a biodiversidade. (Veja nota sobre a Weleda no site “Negócios e Biodiversidade” ligado ao Ministério do Meio Ambiente alemão.) Dentro dessa mesma orientação ecológica, existe a preocupação constante de não efetuar experimentos em animais.

Além da preocupação ambiental, existe uma forte preocupação com a qualidade de vida dos colaboradores. Os funcionários da Weleda A.G. na Alemanha têm à sua disposição: um restaurante com certificação orgânica; uma creche que segue o método Waldorf; atendimento médico antroposófico e medicamentos Weleda gratuitos; euritmia laboral durante o expediente, entre outros benefícios. A Weleda do Brasil vem ampliando gradativamente o leque de benefícios. Já há muito tempo seus colaboradores contam com alimentação natural com opções vegetarianas e desconto nos medicamentos antroposóficos. Recentemente foram implementados a ginástica laboral e atendimento médico antroposófico. Um grupo de colaboradores reúne-se regularmente para discutir ações ligadas ao meio ambiente e sustentabilidade. Pesquisa de clima realizada em 2009 mostrou como principais pontos positivos da empresa o ambiente de trabalho e o bom relacionamento interpessoal.

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(*) Este artigo baseou-se parcialmente em informações contidas no capítulo “Grundlagen anthroposophischer Pharmazie” (As bases da farmácia antroposófica), de Manfred Kohlhase, farmacêutico da Weleda A.G. O referido capítulo faz parte do volume I do livro Anthroposophische Arzneitherapie für Ärzte und Apotheker (Terapia medicamentosa antroposófica para médicos e farmacêuticos), Stuttgart: Wissenschaftliche Verlagsgesellschaft, 2005, organizado pela Dra. Michaela Gloeckler, dirigente da Seção Médica do Goetheanum, Dornach, Suíça.

(**) Farmacêutico-bioquímico (USP), especialista em fitoterapia (FACIS-IBEHE). Desde 2005 atua no Departamento Médico-Científico do Laboratório Weleda.

(***) Muito antes do aparecimento da encefalopatia espongiforme bovina, conhecida popularmente como “doença da vaca louca”, Rudolf Steiner já havia alertado que o uso de proteína animal na alimentação das vacas traria conseqüências graves, pois a vaca não consegue digeri-la totalmente, e os seus resíduos causariam danos ao sistema nervoso do animal. Na época, essa informação foi ridicularizada pelos pecuaristas que confinavam o gado para economizar espaço, e davam ração contendo restos de carne. No final do século XX, quando apareceram os primeiros casos dessa doença, a carne brasileira levou vantagem, pois era oriunda de gado de pasto, não confinado.

Última revisão: 19/10/10