Associação Educacional Escolinha dos Pequenos
Secretaria de Educação, Caxambu, 02/94

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Fundação: 12 de março de 1.984

Objetivos: Manutenção de jardim da infância no povoado de Mirantão, Sul de Minas

Missão: Proteção do mundo infantil

Atividades principais: Jardim da infância, orientação a professoras, grupo de mães, apoio às atividades de ex-alunos: artesanato, grupo de teatro, olaria ecológica, encontros culturais. Esses jovens fazem parte da Associação Céu de Minas que recebe apoio humano e suporte financeiro da Escolinha dos Pequenos.

Breve histórico

Em 1.984, o casal Solange Castilho e Fernando Silva decidiu criar um jardim-de-infância no povoado de Mirantão, sul de Minas. Nos primeiros anos, a iniciativa recebeu apoio da Associação Monte azul em cujo trabalho se inspira. Fernando conta:

"Foi uma mudança e tanto em nossas vidas: de São Paulo para Mirantão! A distância não é muita mas o estilo de vida era completamente outro. A maioria das casas não tinha televisão pois a energia elétrica acabara de chegar. Não havia telefone, nem posto médico, nem farmácia, apenas uma ou outra venda com produtos populares e alguns botecos que vendiam pinga.

Isso tudo não era muito animador; o entusiasmo vinha das crianças que eram muitas e lindas como costumam ser as crianças. Havia também o entusiasmo de uma vida nova, em lugar tão diferente. Enquanto Solange freqüentava o Seminário para Professores, na Escola Waldorf Rudolf Steiner, em São Paulo, eu preparava o local onde seria o novo jardim.

Tínhamos comprado três casinhas dentro do povoado. Eram casinhas bem modestas, quase taperas, onde tinha morado vejam só! a família de seu Jesus. Achei maravilhoso criar um jardim-de-infância onde Jesus tinha sua morada... Seu Jesus era um bom homem, um chefe de família que trabalhava como diarista para fazendeiros da região. Uma das casinhas recebeu uma pequena reforma para servir de nossa moradia; a outra foi preparada para ser a sala do jardim de infância. A terceira, de tão modesta e frágil, faleceu aos poucos: foi desabando sobre si mesma. Mais tarde foi reconstruída para abrigar o Bazar de Roupas.

A iniciativa dependia de nosso trabalho e nem dava para ser diferente; as famílias eram muito pobres e não podiam arcar com mensalidades; não havia na região (e continua não havendo) indústrias a quem pudéssemos recorrer. Apoio da prefeitura viria somente mais tarde e dependeu de pressão política. Não nos ocorreu apresentar qualquer projeto para alguma fundação, nem tínhamos relações que abrissem portas. A gente contava, isto sim, com o próprio trabalho e com a ajuda do mundo espiritual.

Uma semana por mês, eu ia a São Paulo para trabalhar na TAPS (uma organização que editava textos de atenção primária à saúde). Trabalhava como revisor e redator e também trazia tarefa para casa, em Mirantão. Com o salário desse emprego, eu mantinha a escola e a família - de repente, uma grande família com mais de vinte crianças. Solange fez acordo com Benedita, moradora do povoado, para limpeza e preparação da merenda. Solange encarregava-se de todas as demais atividades do jardim. Minha tarefa era a horta, o quintal e o almoço, meu e da professora. As crianças recebiam a merenda na própria escola.

Um dia teremos que contar a história completa, os primeiros dias das crianças na nova escola, nossa relação com os pais, como as pessoas foram nos aceitando, as dificuldades, as diferenças culturais.

Foi Renate Keller, da Monte Azul, que nos colocou em contato com Harald Kleem, de Osthauderfehn. Pronto! Estávamos descobertos pelos alemães! Então aconteceu que... mas essa já é uma outra história..."

Algumas informações importantes

Atualmente, temos 21 crianças até 6 anos no jardim de infância e 25 crianças, de 7 a 14 organizadas em pequenos grupos que recebem aulas de desenhos de formas, pintura, contos de fada, etc. e também ajuda em seus problemas na escola oficial.

A Antroposofia continua, como sempre, sendo a fonte principal de nossa inspiração.

Nossa pequena organização mantém-se, hoje, com apoio da Prefeitura local, da Associação Tobias o que é cada vez menor e mais incerto de amigos no Brasil e na Alemanha, além de muito trabalho voluntário e semi-voluntário.