Micael e o Círculo Vivo dos ArcAnjos e estações da natureza no Espírito do Brasil
por Ute Craemer, Auíri Tiago e Grupo Movimento de Micael
por Ute Craemer, Auíri Tiago e Grupo Movimento de Micael
Micael e Rafael
Esse texto colaborativo é fruto de um conjunto de reflexões que vivenciamos em grupo e aqui compartilhamos. Muito mais que respostas, são perguntas. Um caminhar contemplativo sobre as temáticas.
Diante do vivenciar as estações e festas cristãs anuais, inúmeras perguntas podem surgir e uma dessas perguntas em nosso tempo e espaço pode ser: aqui no Hemisfério Sul o ArcAnjo Micael atua em setembro ou em março/abril na época da Páscoa tendo em vista que assim o é no Hemisfério Norte? Diante de tal questionamento, buscamos olhar as palestras de Rudolf Steiner As imaginações das festas cristãs (GA 229).
Junto a esse questionamento, também viemos nos perguntando como configurar um festival de Micael, que Rudolf Steiner nos recomendou com tanta ênfase, como fazendo parte essencial da questão social? Enfim, como criar festivais de Micael dentro de uma perspectiva social ampliada e espiritualizada? Essa festa surge como fundamental para nossos tempos. Sem o festival de Micael autêntico não haveria uma solução da questão social – palavras fortes que estimulam uma reflexão profunda, já que nosso tempo é expressão de visíveis reviravoltas externas (crises climáticas, guerras etc.) e internas (dúvidas, suicídios, desanimo, fraqueza de vontade etc.).
Estudo de Laura Signorelli
Há algum tempo que tentamos, sempre de novo, ir ao encontro deste pedido existencial de Rudolf Steiner. Já o fizemos de várias maneiras, fosse realizando encontros e congressos, fosse estudando e pensando de maneira coletiva e individualmente, fosse celebrando. Fosse até mesmo realizando tudo isso ao mesmo tempo. Entretanto, ao longo desse primeiro semestre de 2026, tivemos a coragem de olhar o aspecto sulino deste festival. Qual ArcAnjo reina em Setembro no Hemisfério Sul, Micael ou Rafael? Lendo a palestra pudemos ver que quando se trata da Primavera no Hemisfério Sul (Setembro), Micael atua de “baixo” e Rafael de “cima”; Micael atua a partir de “baixo da Terra” e Rafael de “cima”.
Conforme Rudolf Steiner “As forças de Micael, na Primavera, penetram a Terra, ascendem e vivem em tudo que é movimento no ser humano, o que no ser humano é expressão da vontade, que faz com que ele caminhe, manuseie e trabalhe.” (R. Steiner, GA 229, 5ª palestra). Já Rafael atua “criando forças curativas, saúde! Abençoando, atuando no sistema respiratório. Atua dos pulmões para o coração, e do coração para os pulmões, e a partir disto, na circulação sanguínea.” (R. Steiner, GA 229, 5ª palestra)
Rafael como curador, Micael como incentivador de iniciativas, como lutador. Diante de tal imagem consideraremos a possibilidade de que a atuação conjunta entre Rafael e Micael poderia ser ilustrada como “curadora-coragem” ou “coragem-curadora”, um “guerreiro sem armas” (Txucarramãe – na expressão guarani), um curandeiro que luta com suavidade, com brandura firme; aliás, o princípio atuante do maniqueísmo.
Junto a tais reflexões, percebemos que as forças curativas Rafaélicas do cuidado, da entrega, do acolhimento do diferente, são qualidades que vivem no âmago da alma do povo brasileiro. Aliadas à qualidade Micaélica da coragem e iniciativa, nasce a vontade de curar, conceito cunhado por Ita Wegman na sua procura da arte da cura: Heilwille – a vontade de curar, de tornar o ser humano pleno. A arte da cura não somente para doentes, mas para a sociedade. Como foi visto de maneira bem concreta em seus esforços em salvar crianças perseguidas pelo nazismo.
Resumindo em outras palavras, podemos dizer que a força Rafaélica de cura e a força Micaélica de iniciativa corajosa se completam quando falamos das festas da Primavera e Outono. As festas da Páscoa e de Micael se complementam e é relevante imaginá-las num trabalho conjunto, tendo em vista as atuações dos ArcAnjos Micael e Rafael. No Hemisfério Sul, em Setembro, o ArcAnjo Rafael se manifesta mais a partir de “fora” e o ArcAnjo Micael a partir do “interior”. Na época da Páscoa seria o contrário. Para tais reflexões, levamos em considerações a imagem que Rudolf Steiner traz sobre os movimentos e danças colaborativas dos ArcAnjos ao longo do ciclo anual e as festas cristãs.
Estas reflexões nos convidam a criar a coragem de observar estas forças espirituais atuantes, tanto quando festejamos prioritariamente com as forças de Micael, como quando celebramos prioritariamente com as forças de Rafael.
Exercitando o olhar
Há um momento no ano — e na alma humana — em que o invisível se aproxima do gesto humano. Podemos perceber as forças macrocósmicas refletidas nas experiências microcósmicas da vida. A Festa de Micael, portanto, não nasce apenas de um calendário; ela se manifesta em sintonia com as estações e na polaridade entre os Hemisférios, despertando uma vontade que pede coragem, verdade e ação consciente. Para compreendê-la em sua plenitude, porém, não basta olhar para Micael de forma isolada. É necessário percebê-lo em relação aos outros ArcAnjos, em ressonância e movimento circular; assim como acontece com a natureza e o ritmo das estações, elas não atuam separadamente. Uma prepara o campo para a chegada da próxima estação, e assim também, acontece com os ArcAnjos.
Imagine, então, um círculo vivo.
Um campo de forças em movimento, onde quatro presenças arquetípicas sustentam a respiração do tempo e da alma do planeta terra, e isso se manifesta na Primavera e Outono, Verão e Inverno:
• Micael e Rafael, (Hemisfério Sul em contraste com Hemisfério Norte / Primavera e Outono)
• Uriel e Gabriel, (Hemisfério Sul em contraste com Hemisfério Norte / Verão e Inverno)
E entre eles, um espaço vivo — o coração humano.
Observemos um dos eixos em específico:
O EIXO DA CORAGEM E DA CURA
Nesta imagem o eixo Micael-Rafael se revela como forças de Equinócio (Primavera ↔ Outono): Equinócio de Primavera (Hemisfério Sul) ↔ Equinócio de Outono (Hemisfério Norte). Nele contemplamos como temos celebrado as festas anualmente.
Imagem do estudo | Arquivo pessoal de Auíri Tiago
O Equinócio — compreensão simples
O Equinócio acontece quando o dia e a noite possuem praticamente a mesma duração ao longo do ano.
• Equinócio de Primavera → equilíbrio entre luz e escuridão, início do florescimento.
• Equinócio de Outono → equilíbrio entre luz e escuridão, início do recolhimento.
O que significa equilíbrio entre dia e noite?
Significa que o Sol permanece quase o mesmo tempo acima e abaixo da linha do horizonte. A luz e a sombra entram em relação harmônica, criando um momento de transição no ritmo da Terra.
Na natureza, isso se manifesta como:
• mudanças suaves na temperatura;
• transformação gradual das plantas;
• alteração no comportamento dos animais;
• períodos de adaptação e passagem;
• equilíbrio entre expansão e interiorização.
Nos ciclos ligados ao Outono, percebemos, por exemplo:
• amadurecimento;
• desaceleração gradual;
• preparação para o recolhimento.
Nos ciclos ligados à Primavera, por outro lado:
• brotamento;
• renovação;
• maior sensibilidade da vida ao calor e à luz.
Como visualizar isso
Um exercício simples de observação:
• perceba a duração semelhante entre o dia e a noite;
• observe a mudança da luz no começo da manhã e no fim da tarde;
• note os ventos e a umidade do ar;
• acompanhe o florescimento ou amadurecimento das plantas;
• perceba suas emoções e estados internos durante as transições das estações.
O corpo humano também responde aos ritmos de equilíbrio e passagem da natureza. O Equinócio, dentro da leitura antroposófica, representa o ponto de equilíbrio entre forças opostas: luz e escuridão, expansão e recolhimento, exteriorização e interiorização. O Equinócio manifesta um momento de transição e escuta, quando o ritmo da Terra parece respirar em harmonia.
No Hemisfério Sul, a Festa de Micael (final de setembro) acontece na Primavera — ou seja, no irromper da vida.
Isso transforma o gesto de Micael: ele deixa de ser apenas o enfrentador da queda e se torna o impulsionador da vida com consciência.
Rafael, em polaridade, sustenta o campo da cura — que no Brasil não é apenas terapêutico, mas profundamente coletivo, festivo e espiritualizado.
Juntos, eles nos ensinam: não há coragem verdadeira sem cuidado, e não há cura profunda sem enfrentamento.
No ser humano e na cultura, eles aparecem como um movimento contínuo:
agir → ferir/abrir → cuidar → integrar → agir novamente
Manifestações brasileiras desse eixo
Também se torna interessante, junto à observação da natureza, seus gestos e ritmos, observar também as manifestações culturais e seus ciclos anuais. Eles podem nos revelar aspectos arquetípicos vivenciados popularmente, mesmo que de maneira inconsciente.
Seguem alguns exemplos de ressonâncias de gesto em festas populares em terras brasileiras:
Primavera (Micael florescendo / Rafael emergentes)
o Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro) → gesto de cuidado, acolhimento, cura coletiva.
o Cosme e Damião (27 de setembro) → partilha, saúde, proteção das crianças.
o Aqui, Rafael se manifesta como cura que circula, enquanto Micael atua como força moral que sustenta a vida nascente.
Outono (Micael interiorizado / Rafael sustentando)
o Tiradentes (21 de abril) → coragem ética, sacrifício consciente;
o Dia do Trabalhador (1º de maio) → dignidade da ação, vontade encarnada no mundo.
o Aqui, Micael aparece mais claramente: coragem que enfrenta a realidade, não como impulso bruto, mas como consciência social.
Meditação — 7 versos para Micael e Rafael
Diante de tais reflexões, surgiram sugestões de exercícios interiores. Você pode usar essa meditação na celebração:
1. Eu desperto para a luz que cresce em mim
2. Minha vontade encontra direção
3. Eu ajo com coragem e presença
4. O que inicio, eu sustento com cuidado
5. A vida em mim busca equilíbrio
6. Eu acolho o que precisa ser curado
7. Em mim, coragem e cura caminham juntas
[Versos de Auíri Tiago; acervo pessoal]
O EIXO DA CONSCIÊNCIA E DO ANÚNCIO
Por outro lado, podemos observar o outro eixo: Uriel e Gabriel como forças de Solstício (Verão ↔ Inverno). Solstício de Verão (Hemisferio Sul) ↔ Solstício de Inverno (Hemisfério Norte).
O Solstício, dentro da leitura antroposófica, representa o auge de uma força: expansão máxima (Verão) ou contração máxima (Inverno). Quando trazemos isso para Uriel e Gabriel no Brasil, precisamos fazer um deslocamento do olhar europeu e refletir sobre como essas forças atuam em nossas terras pindorâmicas:
O Solstício — compreensão simples
O Solstício acontece quando o Sol atinge seu ponto mais alto ou mais baixo no céu ao longo do ano.
• Solstício de Verão → dias mais longos, mais luz
• Solstício de Inverno → dias mais curtos, mais noite
O que são dias mais longos?
Significa que o Sol permanece mais tempo visível no céu. No Verão, isso se manifesta como:
• plantas crescendo com mais intensidade;
• maior atividade dos animais;
• expansão da vida.
No Inverno, ocorre o oposto:
• recolhimento;
• economia de energia;
• interiorização.
Como visualizar isso
Um exercício simples de observação:
• note o horário do pôr do sol ao longo das semanas;
• observe o comportamento das plantas;
• perceba seu próprio nível de energia.
O corpo humano responde a esses ritmos. Se o primeiro eixo é de equilíbrio (Equinócio), este segundo é de intensidade (Solstício).
E isso corresponde exatamente ao gesto de:
• Uriel → consciência, julgamento, peso, memória.
• Gabriel → anúncio, gestação, interioridade, revelação.
Aqui a explosão oferece lugar para a escuta.
Surge a pergunta de como observar a atuação conjunta desses dois ArcAnjos, Uriel e Gabriel, considerando reflexões semelhantes às da atuação conjunta entre Micael e Gabriel. Tendo em vista expressões mais polares, a colaboração entre Uriel e Gabriel despertam novas imagens e movimentos.
Manifestações brasileiras desse eixo
Agora entramos em territórios mais sutis, a cultura, o rito e a atmosfera falam mais do que a data em si. Isso pode mostrar maiores transições, inclusive temporais, transitando para outras festas cristãs, mostrando agora também possíveis atuações conjuntas entre ArcAnjos paralelos.
Verão (Hemisfério Sul) — O Anúncio (Gabriel expandido)
O Verão brasileiro é excesso: luz, calor, corpo, expressão. Mas, espiritualmente, ele pode ser lido como o anúncio que se torna visível.
• Carnaval
→ para além da festa, uma atitude da revelação do inconsciente coletivo.
→ máscaras que mostram mais do que escondem.
→ Gabriel se coloca para fora, ele transborda em imagem, música e corpo.
• Festas de Iemanjá (2 de fevereiro)
→ gesto de entrega, devoção, escuta interior.
→ ligação com o ventre, com o mar, com o feminino.
→ anúncio como gestação simbólica.
Gabriel, no Brasil, não fala baixo, ele canta e canta alto.
Inverno (Hemisfério Sul) — A Consciência (Uriel interiorizado)
O Inverno brasileiro apesar de não ser extremo, traz um leve recolhimento. É o tempo em que o excesso se aquieta, e algo pode ser visto com mais nitidez.
• Festas Juninas (São João, São Pedro, Santo Antônio)
→ fogo no meio da noite: imagem direta de Uriel.
→ celebração que mistura alegria e memória ancestral.
→ olhar para a terra, para a colheita, para as raízes.
• Dia de Finados (2 de novembro)
→ contato com a morte, com a memória, com o tempo.
→ Uriel como aquele que registra e devolve à consciência.
Uriel não julga para punir, pelo contrário, ele ilumina para despertar.
Agora, cabe a pergunta, por que esse eixo é de Solstício? Porque aqui há extremos.
- Gabriel expande a alma através da escuta interior e da revelação silenciosa.
- Uriel conduz ao recolhimento consciente, iluminando a memória e a maturidade espiritual. Ambos trabalham no limiar: entre o visível e o invisível; entre o que nasce e o que termina; entre o que é dito e o que é compreendido.
Meditação — 7 versos para Uriel e Gabriel
Podemos usar essa meditação na celebração:
1. O vento mudou antes que meus olhos percebessem
2. Havia pólen dourado atravessando a memória da tarde
3. A fogueira respirava nomes antigos dentro da noite
4. Sobre a terra, o silêncio amadurecia frutos invisíveis
5. Um pássaro riscou o céu como presságio de água
6. E meu coração, entre raiz e estrela, aprendeu a escutar
7. Porque toda luz verdadeira primeiro germina no escuro
[Versos de Auíri Tiago; acervo pessoal]
A cruz viva no Brasil
Se unirmos os dois eixos, temos uma cruz:
• Vertical (Solstício)
Micael ↕ Rafael
→ ação, coragem, cura, vontade encarnada
• Horizontal (Equinócio)
Uriel ↔ Gabriel
→ consciência, anúncio, memória, revelação
Imagem para o leitor
Pense assim:
O Brasil não celebra os ArcAnjos com nomes, ele os vive em gestos, celebrações, rituais etc.
• Na criança que recebe doce em Cosme e Damião → Rafael sorri.
• No trabalhador que insiste apesar de tudo → Micael respira.
• Na fogueira que ilumina a noite junina → Uriel observa.
• No tambor do Carnaval que anuncia o invisível → Gabriel canta.
Agora, continue essas imaginações...
O NASCIMENTO DA DEUSA PICÊ
A escolha desta tela nasce do encontro entre Micael e Picê, personagem da narrativa tupi brasileira associada à poesia, aos cânticos e ao sopro da imaginação. Picê sopra nos ouvidos humanos a palavra poética; Micael, como força de consciência, coragem e discernimento, desperta o ser humano para escutar esse sopro e transformá-lo em ação consciente. A obra não pretende representar Micael literalmente, mas investigar uma de suas possíveis manifestações na alma brasileira. O verde, as flores e o sol evocam a Terra viva, a primavera e o despertar das forças criadoras. A cruz branca aproxima a composição da dimensão cristológica, enquanto o violeta e o laranja estabelecem uma tensão entre espiritualidade e vitalidade. Entre ancestralidade, natureza, imaginação e consciência, a tela procura pensar um Micael situado nos Brasis: uma força capaz de dialogar com a poesia, a oralidade, os territórios e as múltiplas experiências espirituais que constituem nossa paisagem cultural. Picê sopra a poesia; Micael desperta a consciência para escutá-la.
O nascimento da deusa Picê
Auíri Tiago
Tela em acrílica
40x60cm
Micael e o Círculo Vivo dos ArcAnjos e estações da natureza no Espírito do Brasil | Este texto foi escrito por Ute Craemer e Auíri Tiago, e elaborado em conjunto com o Grupo Movimento de Micael: Cristiano Moreira, João Pedro Vargas, Felipe Teixeira, Mariana Viana e Laura Signorelli.
Ute Craemer | Pedagoga Waldorf, Ute veio para o Brasil pela primeira vez em 1965, para fazer um trabalho social voluntário em uma favela em Londrina (PR), durante 2 anos. Em 1975, Ute retornou ao Brasil para trabalhar como professora na Escola Waldorf Rudolf Steiner, em São Paulo. Mobilizada pela pergunta “Tem algo pra dar?”, feita por uma criança da favela do bairro Jardim Monte Azul onde morava, Ute iniciou um trabalho em sua casa, reunindo crianças da favela e alunos da escola. Eram as “tardes recreativas”, as sementes da Associação Comunitária Monte Azul, fundada a partir da motivação de Ute de criar pontes entre realidades sociais diferentes, como um caminho possível para melhorar o mundo. Ute trabalha para o desenvolvimento e fortalecimento da Associação desde sua fundação. Atuou em diversas atividades de gestão e de articulação, além de promover e participar de ações e eventos nos quais dissemina o trabalho inspirador da Associação, mantendo a chama acesa e irradiando o impulso Monte Azul de transformação individual e social. Ute foi Secretária Geral da Sociedade Antroposófica no Brasil, Conselheira de projetos do Instituto Mahle e do Comitê Parlamentar pela Cultura de Paz em São Paulo. É fundadora do Fórum pela Humanização do Social, da Aliança pela Infância no Brasil e da Alliance for Childhood no Japão, do Movimento Pindorama, CaminhAção e IntegraJovem. Organizadora das publicações Monte Azul, também tem trabalhos publicados em português, alemão, inglês e espanhol, incluindo livros, relatos, material didático, ensaios e e-books. Dá palestras sobre o trabalho da Associação Comunitária Monte Azul, pedagogia, antroposofia e questão social em diversos estados do Brasil, na Europa, Estados Unidos, Japão, Coréia e Nova Zelândia. Ute já fez parte do Grupo de Metas (antigo grupo gestor da Associação) e do Conselho Estratégico de Desenvolvimento. Em 2023, foi homenageada em sessão solene que outorgou a ela o título de Professora Honoris Causa da Faculdade Rudolf Steiner.
Auíri Tiago | Tem 37 anos é um criador cósmico enraizado na vastidão do cerrado mineiro. Educador e escritor com oito livros publicados, ele mescla sua formação em Letras e vivências internacionais com as sabedorias tradicionais do interior brasileiro e das comunidades indígenas. Pai de Olívia, filho de Seu José e Dona Lia, carrega o coração catrumano e a alma latino-americana, celebrando a educação e arte como ferramentas para consciência e transformação. Atualmente, em anos sabáticos, vive no mato, onde pinta, fotografa e se reencontra com os pequenos (e grandiosos) mistérios do mundo.
Referências bibliográficas
ALMEIDA, Karin Evelyn Scheven. O caminho de Cristo: o resgate da magia das festas cristãs. São Paulo: Inhambu, 1997.
MOVIMENTO PINDORAMA. Movimento Pindorama: cultura brasileira e Antroposofia. Disponível em: https://www.pindorama.art.br
SANTOS, Antônio Bispo dos; RODRIGUES, Maria Sueli; RUFINO, Luiz; MUMBUCA, Ana. Quatro cantos. São Paulo: n-1 Edições, 2022.
SIMAS, Luiz Antonio. Santos de casa: fé, crenças e festas de cada dia. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2022.
STEINER, Rudolf. [Pensamentos fundamentais antroposóficos]; GA 26.
STEINER, Rudolf. [A atuação conjunta dos quatro arcanjos]; GA 229.
STEINER, Rudolf. [A missão de Micael]; GA 194.